Mário Matins: Passagem do tufão Rai deixa pelo menos 109 mortos nas Filipinas

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domingo, 19 de dezembro de 2021

Passagem do tufão Rai deixa pelo menos 109 mortos nas Filipinas









O tufão atingiu o país na quinta-feira (17) com ventos de 195 km/h. Mais de 300 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas e hotéis de praia.


Pelo menos 109 pessoas morreram na passagem do tufão Rai pelas Filipinas, o pior a castigar o país este ano – informa o balanço oficial atualizado divulgado neste domingo (19).


Mais de 300 mil pessoas abandonaram suas casas e hotéis de praia depois que o tufão Rai devastou parte do arquipélago. Várias áreas ficaram sem comunicação e sem energia elétrica, enquanto em outros lugares telhados foram arrancados, e postes de luz, derrubados.


Arthur Yap, o governador de Bohol, um popular destino turístico, relatou que chega a 73 o total de mortos na ilha.




Nas ilhas Dinagat, o porta-voz da delegação provincial, Jeffrey Crisostomo, disse à AFP que há outros dez óbitos.


Com isso, o número total de mortes registradas sobe para 109, de acordo com dados oficiais, que confirmam que Rai foi um dos tufões mais letais a atingir as Filipinas nos últimos anos.


E este balanço pode aumentar, à medida que as agências governamentais forem avaliando a amplitude do desastre.


O tufão Rai atingiu as Filipinas na quinta-feira (17) com ventos de 195 km/h. Milhares de policiais, militares, agentes da Guarda Costeira e bombeiros continuam mobilizados para ajudar nas buscas e resgates nas áreas atingidas.


No sábado, Rai se afastou, avançando pelo Mar da China Meridional e, no domingo, estava ao largo da costa do Vietnã, movendo-se para o norte.


Maquinário pesado, como retroescavadeiras e tratores, foi usado para ajudar a desobstruir estradas bloqueadas pela queda de postes e árvores.






Imagens aéreas distribuídas pelos militares mostraram os estragos na cidade de General Luna, em Siargao, onde estavam muitos surfistas e turistas antes das festas de fim de ano. Nas imagens, vê-se prédios sem telhado, e o chão, coberto de entulho.


Neste domingo, os turistas começaram a ser retirados.


Em Surigao City, no norte de Mindanao, as ruas ficaram cobertas de vidros quebrados, chapas de aço dos telhados e linhas de transmissão elétrica.


Os ventos do Rai caíram para 150 km/h, enquanto ele avança pelo país em chuvas torrenciais, arrancando árvores e destruindo estruturas de madeira.


A governadora de Dinagat, Arlene Bag-ao, disse no sábado que os danos à ilha "são uma lembrança, igual ou pior", da destruição causada pelo supertufão Haiyan, em 2013.


Haiyan é o ciclone mais mortal já registrado nas Filipinas, com mais de 7.300 pessoas mortas, ou desaparecidas.


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