Mário Matins: Manifestantes protestam contra o governo Bolsonaro no Anhangabaú

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Manifestantes protestam contra o governo Bolsonaro no Anhangabaú

 

Ato teve participação de partidos da esquerda, além de lideranças sindicais e sociais. Grito dos excluídos e excluídas ocorre anualmente no dia 7 de setembro, desde 1995, e cobra medidas para reduzir as desigualdades sociais. Movimento condena negacionismo do presidente durante a pandemia e atuais ameaças golpistas.


Manifestantes protestam contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido) no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, na tarde desta terça- feira, 7 de setembro de 2021 — Foto: Taba Benedicto/Estadão Conteúdo

Manifestantes se reuniram nesta terça-feira (7) no Anhangabaú, no Centro da capital paulista, para protestar contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Com o tema "Vida em Primeiro Lugar", a 27ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, que acontece anualmente no feriado da Independência de 7 de Setembro,cobrou participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda.

Os manifestantes estavam de máscara, e faziam uso de álcool gel. Uma barraca foi montada durante o ato para fazer distribuição de bananas doadas por agricultores a famílias que passam fome em São Paulo.

O protesto foi marcado por discursos do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e de Guilherme Boulos (PSOL), que concorreu às eleições municipais da capital paulista em 2020.

Eles defenderam a democracia, pediram o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e cobraram mais vacinas contra a Covid-19.

Um manifestante foi detido pela Polícia Militar na Rua Líbero Badaró. Segundo os policiais, em sua mochila havia objetos proibidos.

Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro teve distribuição de bananas que foram doadas por agricultores  — Foto: Junior França/Arquivo Pessoal

Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro teve distribuição de bananas que foram doadas por agricultores — Foto: Junior França/Arquivo Pessoal


A primeira edição do movimento ocorreu em 1995, quando as pessoas foram às ruas, após a implementação do Plano Real, cobrando medidas para reduzir as desigualdades sociais no país.

O ato contou com a participação de centrais sindicais, partidos de esquerda, como o PT e o PSOL, e movimentos populares.

Grávida pede "Paz, amor e democracia" em pintura no corpo durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, nesta terça (7) — Foto: ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Grávida pede "Paz, amor e democracia" em pintura no corpo durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, nesta terça (7) — Foto: ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro fazem tanque militar de papel em ato no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, nesta terça-feira (7) — Foto: Junior França/Arquivo pessoal

Manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro fazem tanque militar de papel em ato no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, nesta terça-feira (7) — Foto: Junior França/Arquivo pessoal

Manifestantes protestam contra o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro e ataques ao estado democrático de direito  — Foto: Reprodução/TV Globo

Manifestantes protestam contra o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro e ataques ao estado democrático de direito — Foto: Reprodução/TV Globo

Manifestantes levam cartazes pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ato no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, nesta terça-feira (7) — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Manifestantes levam cartazes pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ato no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, nesta terça-feira (7) — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Ato contra o presidente Bolsonaro no Centro de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Ato contra o presidente Bolsonaro no Centro de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Cartazes pedem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ato no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, nesta terça-feira (7) — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Cartazes pedem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ato no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, nesta terça-feira (7) — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Manifestantes pedem por melhores condições de vida, emprego e renda  — Foto: Reprodução/TV Globo

Manifestantes pedem por melhores condições de vida, emprego e renda — Foto: Reprodução/TV Globo

Protesto contra o governo Bolsonaro no Anhangabaú — Foto: TV Globo

Protesto contra o governo Bolsonaro no Anhangabaú — Foto: TV Globo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chegou a impedir que o protesto contrário ao governo Bolsonaro ocorresse no mesmo dia do ato favorável. No entanto, uma decisão do dia 27 de agosto, do juiz Rodolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, garantiu o direito à manifestação, mas em um lugar diferente do da Paulista.

Em nota, a coordenação nacional do Grito dos Excluídos e Excluídas se pronunciou sobre os motivos que levam os movimentos às ruas em 2021.

"Estamos vivendo um momento de crises – social, ambiental, sanitária, humanitária, política e econômica - sobretudo causadas pela ação nefasta de um governo genocida, negacionista e promotor do caos que visa principalmente destruir, de qualquer forma, a democracia e a soberania do nosso país”, disse a nota.

Manifestantes protestam contra o presidente Bolsonaro no Centro de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Manifestantes protestam contra o presidente Bolsonaro no Centro de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

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