Mário Matins: Dr. Lúcio diz que matéria não tem o menor cabimento e revela uma estratégia condenável de querer jogar uns contra outros.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Dr. Lúcio diz que matéria não tem o menor cabimento e revela uma estratégia condenável de querer jogar uns contra outros.

Promotor Lúcio Luiz volta a defender isolamento social. “Ainda não é hora  de abrir” | Rádio Pajeú

 


Companheiros,



A verdade é que não culpei o comércio pelas medidas mais restritivas dos 13 Prefeitos da 3a Circunscrição...


Como culpar o comércio se a maioria do comércio já estava fechado pelo Decreto Estadual...?


O que dissemos na entrevista foi que os infectologistas:


1) dizem que no, no estágio atual da pandemia, o qual é crítico, gravíssimo, é necessário adotar medidas mais restritivas e que medidas parciais, que não tiram o povo da rua, medidas "meia boca", não são suficientes para fazer o bloqueio da transmissão esperado;


2) descrevem as medidas a serem adotadas, como ocorreu em Araraquara-SP, inclusive com o fechamento total,  incluindo bancos e mercados, para tirar o povo da rua;


O que foi feito na região foi dar o mesmo tratamento de fechamento aos estabelecimentos que estavam abertos, mas que tinham atraído o povo para a rua. A idéia é que se o remédio é amargo, ruim, que seja tomado por todo mundo e que faça efeito. Com o fechamento parcial estava havendo um efeito negativo na economia, mas não o efeito sanitário desejado na saúde. Assim, pairou a seguinte conclusão na cabeça de muitos comerciantes e cidadãos: para dar efeito tem de fechar tudo! Ou fecha tudo, ou não fecha nada!


Falei também que a maioria dos mercados não estava cumprindo o protocolo, especialmente com a figura do porteiro.


Lembramos que  propósito dessa Promotoria, com a Recomendação n. 03/2021,  é que haja o aumento da fiscalização para cumprimento dos protocolos por todos os segmentos e o comércio não ter que fechar...


No debate com os Prefeitos, além do documento da Fiocruz, com a indicação das medidas restritivas, chegamos a amadurecer essa decisão pelos fatos:



1) 100% de ocupação de leitos de UTI no Hospital Regional de Afogados e no Hospital Regional de Serra Talhada;


2) risco iminente de falta de oxigênio no interior do Brasil;


3) risco de faltar de medicamentos para intubação e manutenção de pacientes em UTI...



Estamos conscientes de que tomamos decisão corajosa e com propósito claro em defesa da vida.



Finalmente, coloco o áudio da entrevista que dei ao frente a frente e solicito que leiam a matéria institucional do MPPE, reproduzida, hoje, em blogs e imprensa estadual.

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