Mário Matins: Ministério Público e Governo Municipal de Afogados da Ingazeira tomam novas definições sobre vacinas e fiscalização dos protocolos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Ministério Público e Governo Municipal de Afogados da Ingazeira tomam novas definições sobre vacinas e fiscalização dos protocolos.











Ontem à tarde, quarta-feira, 20/01, foi realizada mais uma reunião do Ministério Público com o Prefeito Alessandro Palmeira, o Secretário de Saúde e equipe da Secretaria para detalhar a ordem de prioridade da vacinação contra a COVID-19 com as doses disponíveis  e definir o endurecimento da fiscalização dos protocolos pelos diversos segmentos,  conforme solicitado pela Promotoria.


Segundo o Promotor Lúcio Luiz, não podemos admitir nem aceitar qualquer situação de 'fura-fila' na aplicação da vacina, "seja por pressão política, de vínculos de amizade ou pela pressão do dinheiro, do poder econômico", arrematou.


O Secretário Artur fez uma explanação das diversas situações de prioridade dos profissionais de saúde, tendo sido definida, na reunião, com projeção de tela na parede, quais setores da saúde seriam contemplados com as dosagens e a ordem cronológica.


O Prefeito Alessandro Palmeira reafirmou o compromisso com essa aplicação conforme os critérios preconizados pelo próprio PNI e o que ficou definido na reunião de ontem. "Aqui em Afogados não teremos privilegiados", afirmou.


Por outro lado, como já vem defendendo desde a 1a reunião do ano, o Promotor Lúcio Luiz apresentou preocupação com a necessidade de  continuarmos cumprindo os protocolos, mesmo com a vacinação. Deu o exemplo da Inglaterra que fabrica a vacina, começou a vacinar há mais de 30 dias, em 08 de Dezembro de 2020 e, mesmo assim, os casos aumentaram em Dezembro e chegou a ser determinado um lockdown por 30 dias, da primeira semana de Janeiro até a primeira de Fevereiro.


"A nossa disposição é manter as atividades funcionando, sem fechar nada,  mas não de qualquer jeito e, sim, cumprindo os protocolos" defende o Promotor.


Para isso, ficou definido que haverá aumento da fiscalização, inclusive com  possibilidade de interdição gradativa dos locais e aplicação de multas a partir desse final de semana. "Na verdade não é isso que a Secretaria de Saúde e a Promotoria querem, mas terá que ser feito se os descumprimentos continuarem, como a falta da figura dos porteiros nos estabelecimentos", ressaltou o Secretário de Saúde Artur Amorim.


Também foram encaminhadas providências para dar maior rigor no monitoramento das quarentenas de quem chega de viagem, especialmente de São Paulo e de quem está em investigação e/ou está confirmado como CCOVID-19 positivo, como foi solicitado pela Promotoria de Justiça.

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