Mário Matins: Brasileira que mora no Líbano relata à Rádio Pajeú momentos de terror com explosão

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Brasileira que mora no Líbano relata à Rádio Pajeú momentos de terror com explosão















“Nesta terça-feira não fomos ao local por conta lockdown e medo da pandemia”, revelou

A brasileira filha de libaneses Syham Orra (na foto a segunda à direita com a família), falou ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, do drama que vive a população do Líbano e de sua capital Beirute, com a explosão de um depósito de produtos químicos, como nitrato de amônio, que matou mais de 100 pessoas, com outras dezenas de desaparecidos. Mesmo a 70 quilômetros do epicentro, ela sentiu a explosão.

Chegamos a ela por conta da sertaneja Karina Lacava, especialista e consultora em Marketing Digitalque assessora Syham em sua conta no Instagram e foi ponte determinante.

Casada com um colombiano de descendência árabe, tem três filhos. Nascida em São Paulo, no ABC, viveu até seus 18 anos, “Quando me mudei para o Libano foi bem difícil a adaptação para quem morava na região metropolitana em São Paulo. Porém hoje eu amo o lugar onde moro e espero poder ficar por aqui. Meu maior desejo hoje é que a situação aqui no país melhore, pois aqui temos segurança, qualidade de vida, amo estar com minha família e amigos temos aqui uma vida saudável”. Ela vive no Valle do Bekaa, onde prevalece é a agricultura do país e a maioria dos moradores são estrangeiros.

Fale mais de sua relação com o Líbano e o Brasil…

Eu nasci no Brasil. Sou filha de libaneses e já moro aqui há 18 anos. Adoro, amo o país, a vida, o cotidiano, a infraestrutura, tudo. Só que faz um ano que estamos passando por muitas crises, começando com o protesto do povo contra a corrupção, Congelaram as contas dos libaneses. Não temos acesso ao dinheiro, a pandemia veio atras e estourou aqui. A inflação também explodiu. Pagamos dez vezes mais por tudo.

E como estão se virando nessa realidade?

As pessoas se sustentam bem são as pessoas que trabalham fora. Há grade numero de pessoas que vão trabalhar na Europa, Dubai, Brasil, Colômbia e outros países. Aqui os assalariados estão sofrendo muito e agora veio essa coisa terrível que foi essa explosão.

O que se fala sobre as causas horas depois da tragédia?

São muitas especulações , mas o fato é que estamos todos abalados, em casa, com medo. O governo pede pra gente ficar em casa para evitar que a fumaça tóxica venha a nos afetar e afetar nossa família.

Vocês estão a 70 quilômetros do epicentro da explosão. Ainda assim sentiram?

Todos escutamos o barulho da explosão. Esse barulho chegou até Chipre e Jordânia. A fumaça chegou a nós cerca de duas horas depois, antes do por do sol. Está um caos em Beirute. À noite ficaram sem energia com médicos e paramédicos atendendo com a luz do celular. Graças a Deus nenhum ferido entre os nossos familiares, amigos e conhecidos. Moramos relativamente longe mas sempre passamos por lá. Nesta terça-feira por ter dado aviso de novo lockdown não fomos porque o corona está mais forte lá. Por isso graças a Deus nenhum amá notícia com essa tragédia.




Nil Junior

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