Mário Matins: Nova Zelândia proíbe armas semiautomáticas de estilo militar e fuzis de assalto após massacre

quinta-feira, 21 de março de 2019

Nova Zelândia proíbe armas semiautomáticas de estilo militar e fuzis de assalto após massacre


A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern,
anunciou nesta quinta-feira (21) a proibição da venda
de armas semiautomáticas de estilo militar e de fuzis
no país. A premiê já havia adiantado que apresentaria 
uma legislação mais dura após o atentado cometido 
na semana passada contra duas mesquitas em Christchurch, em que 50 pessoas morreram.
Além disso, o governo neozelandês vai proibir
equipamentos que permitam a conversão de outros
tipos de armamentos a armas semiautomáticas
militares. De acordo com a primeira-ministra, a lei 
deve entrar em vigor em 11 de abril.
O governo também espera instituir um esquema de
devolução das armas do tipo já compradas. A ideia
é evitar uma avalanche de compras dos produtos
 proibidos.
Flores são deixadas perto da mesquita de Linwood, em Christchurch, em homenagem às vítimas dos ataques de sexta-feira (15) — Foto: Edgar Su/ReutersFlores são deixadas perto da mesquita de Linwood, em Christchurch, em homenagem às vítimas dos ataques de sexta-feira (15) — Foto: Edgar Su/Reuters
Flores são deixadas perto da mesquita de Linwood, em Christchurch, em homenagem às vítimas dos ataques de sexta-feira (15) — Foto: Edgar Su/Reuters
Segundo a imprensa neozelandesa, a loja que
vendeu o armamento ao assassino vendeu todos
os outros equipamentos do mesmo tipo dos
usados no ataque de sexta-feira. Por outro lado,
alguns neozelandeses se adiantaram e
começaram a entregar as armas que tinham.
A primeira-ministra afirmou que o comércio de alguns
tipos de fuzis continua permitido tendo em vista o uso
por fazendeiros caçadores do interior do país.

Sites bloqueados

Policiais vasculham região próximo à mesquita alvo de atentado em Christchurch, Nova Zelândia, neste sábado (16) — Foto: Mark Baker/ReutersPoliciais vasculham região próximo à mesquita alvo de atentado em Christchurch, Nova Zelândia, neste sábado (16) — Foto: Mark Baker/Reuters
Policiais vasculham região próximo à mesquita alvo de atentado em Christchurch, Nova Zelândia, neste sábado (16) — Foto: Mark Baker/Reuters
Empresas que fornecem serviço de internet na Austrália
e na Nova Zelândia bloquearam acesso a endereços 
da web que estavam compartilhando imagens do 
massacre em Christchurch.
O terrorista autor do atentado transmitiu as imagens do
ataque ao vivo no Facebook. Enquanto as redes sociais,
como YouTube e Facebook, estavam lutando para conter
a disseminação do conteúdo, sites de vídeo, como
LiveLeak, e fóruns, como 4chan e 8chan, continuavam
a divulgar os vídeos.

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