Mário Matins: ESCRITOR MILTON OLIVEIRA PRESTA HOMENAGEM A ANTONIO MARIANO

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

ESCRITOR MILTON OLIVEIRA PRESTA HOMENAGEM A ANTONIO MARIANO










Quando uma Luz se Apaga
Por: Milton Oliveira

Quando uma luz se apaga pode acontecer tudo, porque o imprevisto não é outra coisa senão o subterfúgio se enredando nas vestes diáfanas do silêncio.
Não tratemos aqui das lâmpadas elétricas, que tanto facilitam nossa vida e nos emprestam inquestionável conforto, sem o qual nossa vida seria mais difícil ou menos prazerosa.
Falemos da luz da alma, essa sim, a única com claridade intensa e que não se apaga facilmente.
Existem pessoas que, mesmo de espírito aceso, só conseguem espalhar sombras. São repletas de vícios, mazelas, imperfeições; não assimilaram as palavras divinas e, menos ainda, em nada avançaram na direção da generosidade e da perfeição que é a vida tratada com simplicidade, sob o apanágio do amor e do perdão.
Nessas pessoas a luz oscila durante algum tempo, depois se apaga, não deixa vestígio algum, posto serem elas fadadas à escuridão.
Outras há, porém, que trilham pela senda a levar ao vale da perfeição, mas, em razão de certos atropelos na vida mundana, somados às vicissitudes do caráter, findam por estacionar, exaustas, à margem do caminho. Sua luz é um farol distante e silencioso, perdido na imensidão do negrume; serve, entretanto, para alertar quem passa por ali.
Alguns homens, apenas, aprenderam fazer da simplicidade um exercício de evolução, de crescimento espiritual. Conservam sempre a mão estendida para socorrer o irmão necessitado. Não conhecem rancor, abominam o ódio e perderam a memória da vingança. Revigoram a vida com o sal da perseverança e o açúcar do bem servir, com o adubo da honestidade e o mel supremo da partilha. São seres jungidos aos sacros preceitos da fraternidade e da inconfundível igualdade entre os homens. Têm o cristal do espírito aceso e sua luz serve para iluminar o caminho daqueles que vêm atrás, posto ser esse o final glorioso da missão divina dessas criaturas superiores.
Antônio Mariano de Brito não é uma luz que se apaga. Agora ele paira no firmamento espargindo seus raios generosos, para servirem de exemplo à humanidade. Quão glorificante foi ter convivido com ele; quão dolorosa e profunda é a saudade eterna que ele nos deixa.
Quando uma luz se apaga, se ela for do bem, a claridade fica maior.






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