Mário Matins: Corpo encontrado pode ser de estudante da UFPE desaparecida

sábado, 23 de dezembro de 2017

Corpo encontrado pode ser de estudante da UFPE desaparecida


Peritos retiram corpo de buraco, na área do condomínio Nova Residense, na Caxangá, Zona Oeste do Recife
Peritos retiram corpo de buraco, na área do condomínio Nova Residense, na Caxangá, Zona Oeste do RecifeFoto: Edi Souza/ Da redação












Na tarde deste sábado (23), O Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), encontrou um corpo em avançado estado de decomposição, enterrado no terreno do condomínio Nova Morada, no bairro da Caxangá, Zona Oeste do Recife. É no local onde moram a estudante de Pedagogia da UFPE, Remís Carla Costa, 24 anos, e o namorado dela, identificado como Paulo César, de 25. 

"Parte do corpo já estava desenterrado, mas não foi possível identificar porque está em estado avançado de decomposição, mas é um corpo de mulher. Embora tudo indique que seja o corpo da moça desaparecida, é muito cedo para dizer", disse o delegado da Força Tarefa, Breno Maia. O Instituto de Criminalística (IC) levou o corpo para o Instituto Médico Legal (IML).

Remís está desaparecida desde o último domingo (17). O namorado chegou a ser ouvido pelo delegado Élder Tavares na apuração do inquérito. “Remís era uma pessoa que combatia a violência contra a mulher e atuava junto comigo, que sou advogada dessa comunidade que está em litígio por essa terra. Há 15 dias, ela fez um B.O (boletim de ocorrência) na delegacia após agressão do namorado, e isso não foi investigado. Ela estava com um braço roxo quando fez essa denúncia. Até quando vai morrer mais uma mulher no Estado?”, disse a advogada da Associação dos moradores e poceiros da Zona 6 do campus da UFRPE, Maria José do Amaral. Uma amiga de Remís, que estava no local, confirmou o registro da queixa. "Fiz a denúncia junto dela. E é muito triste acompanhar tudo isso", falou emocionada.

O Instituto de Criminalística, o Corpo de Bombeiros e o Instituto Médico Legal foram ao local remover o corpo. A área, que foi interditada, é um terreno com muito mato e entulho. Vizinhos disseram que não viram Paulo César durante todo o dia. Os policiais do GOE encontraram o corpo depois de uma denúncia anônima.






Folha PE

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