Mário Matins: Afogadense foi um dos grandes poetas de Pernambuco, presidente da Academia PE de Letras e escreveu o hino do Recife

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Afogadense foi um dos grandes poetas de Pernambuco, presidente da Academia PE de Letras e escreveu o hino do Recife





























Membro da Academia Pernambucana de Letras, Manoel Arão de Oliveira Campos nasceu em Afogados da Ingazeira (PE) e foi escritor naturalista, jornalista, teatrólogo, orador e poeta. Homem culto, Arão demonstrou desde cedo seu potencial no campo literário. Com apenas 14 anos de idade, criou em sua cidade natal um jornal de pequena circulação denominado “A Pátria”. No ano seguinte foi morar em Recife (PE), onde deu início ao curso superior na Faculdade de Direito do Recife e colaborou em revistas literárias e jornais diários.

Na capital pernambucana fundou o jornal literário “Vanguarda” e o “Jornal de Domingo”,o segundo suplemento literário do Diário de Pernambuco. Além disso, colaborou com artigos na Gazeta da Tarde, no Jornal do Recife, no Lanterna Mágica e A Província. Só no Diário de Pernambuco, foi redator entre os anos de 1893 e 1901. Como jornalista foi polêmico, chegando a formar no Jornal de Domingo uma brigada de vanguarda para combater ideias e conceitos que considerava errôneos. Fora suas atribuições jornalísticas, Arão ainda escreveu romances, crônicas, ensaios, críticas, poesias, dramaturgia e matérias científicas e religiosas. Ao tratar apenas de romances, sua obra inclui “Adúltera” (1897), “Magda” (1898), “Transfiguração” (1908) e “O Claustro” - o mais conhecido de todos.

No ano de 1904 foi iniciado na Maçonaria, onde galgou todos os graus filosóficos, chegando ao 33, e se tornando patrono da cadeira n° 13 da Academia Maçônica de Letras de Olinda. Outro âmbito do qual participou e se tornou conhecido foi na religião espírita. Por se tratar de um homem de mente aberta às questões da espiritualidade, acabou sofrendo duros ataques da Igreja Católica. Mesmo assim, ao lado de Antônio José Ferreira Lima e Vianna de Carvalho, fundou a Cruzada Espírita Pernambucana e foi presidente da Federação Espírita Pernambucana (FEP) por quatro gestões.

Paralelo às atividades de escritor, Arão desempenhou outras funções como funcionário da Great Western e secretário e presidente da Academia Pernambucana de Letras. Na carreira das letras prosseguiu com destaque e, em 1909, foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras. Além dos títulos já citados publicou “Íntimas”, “Notas Pessimistas”, “Drama e ódio”, “Uma resposta devida”, “Visão estética”, “O problema do ensino”, “A Legenda e a História na Maçonaria”, “Liturgia Maçônica”, “História da Maçonaria no Brasil”, “Os Quilombos dos Palmares” e “Clepsydra”. No dia 14 de janeiro de 1930, o autor de diversos artigos e poesias faleceu.

Arão foi presidente da Academia Pernambucana de Letras e escreveu o hino do Recife.








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