Mário Matins: Zeinha fala sobre suspensão de ex-secretários: “receberam R$ 243 mil sem trabalhar”

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Zeinha fala sobre suspensão de ex-secretários: “receberam R$ 243 mil sem trabalhar”











Em entrevista ao programa institucional da Prefeitura de Iguaracy, nas
Rádios Pajeú e Cidade FM, o prefeito Zeinha Torres falou da
polêmica envolvendo ex-secretários municipais da gestão Dessoles
que acumulavam funções e foram alvo de processo administrativo.
Zeinha defendeu a decisão tomada de suspensão de 60 dias e disse
que se quisesse, teria a prerrogativa de demiti-los.
“Tinham acúmulo de cargos e o que a gente optou foi pela suspensão.
 Eu poderia ter demitido e não fiz. Também não divulguei . Eles que
fizeram questão de divulgar dizendo que era perseguição. Esqueceram
que perseguição era o que existia antes”,  criticou.
A suspensão envolveu os ex-secretários  Edjeane Alves Nunes,
ex-secretária de Finanças, Mário Gonçalves de Araújo, ex-secretário
de Agricultura, Regina Laura Veras de Morais Monteiro, ex-secretária de
Saúde e Williams Siqueira da Silva, ex-secretário da Educação. Todos
prometeram recorrer à justiça, alegando que a decisão contraria a
conclusão das quatro Comissões de Inquérito constituídas para examinar
a questão.
Mas, garantiu o gestor, apenas cumpriu a lei e suspendeu.
“Não acho justo. Receberam R$ 243 mil em quatro anos sem exercer a
função. Isso tá certo?  O prefeito que puniu tá errado ? Suspendi, mesmo
sendo caso de demissão. Não quis prejudicar, achei por bem dar essa
punição de 60 dias. Faltou a eles explicar o porque dessa punição.
Se quisesse perseguir, teria demitido. Eles tem que dizer também quanto
receberam sem trabalhar”, criticou.
O prefeito ainda disse que dos quatro, um recebeu multa, porque  porque
se constatou que assumia a outra função. “Mas o restante não trabalhava”.
O Secretário de Administração Marcos Henrique, o Marquinhos explicou
como se dava esse acúmulo que resultou na suspensão.
“Foram acúmulos ilegais de cargos. Os quatro são servidores efetivos.
Na antiga gestão exerceram função de cargo comissionado e
continuaram recebendo as duas remunerações, quando deveriam
receber apenas pela função de Secretário. Isso foi detectado por nosso
Departamento Jurídico.  Inclusive temos todos os documentos que mostram
a irregularidade”, garantiu.
Após 60 dias, diz o Secretário, eles retornam às suas atividades.
Outra informação é de que ainda tramita no MP ação par ressarcimento
ao erário público. “Foi comunicado aos servidores administrativamente,
internamente”. Acrescentou que eles entraram com mandado de segurança,
que foi negado.


Nill Junior

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