Mário Matins: LIXÃO DE AFOGADOS: UM CÂNCER QUE NÃO PARA DE CORROER

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

LIXÃO DE AFOGADOS: UM CÂNCER QUE NÃO PARA DE CORROER

Ontem, dia 21 de janeiro de 2017 pude mais uma vez observar o contraste que ocorre em nosso município. Podemos observar que no trecho da rodovia que dá acesso a Afogados da Ingazeira iniciando no trevo da entrada de Ibitiranga até as imediações da 24ª Ciretran, há trabalho de terraplanagem com vistas à duplicação do referido trecho, o que na verdade é muito bom, pois aquele trecho tem se mostrado um tanto obsoleto dado a quantidade de veículos e transeuntes que por ali transitam diariamente.
Como dito alhures a duplicação é bem vinda, no entanto, bem próximo dali a pouco mais de 100 (cem) metros está um problema que parece insolúvel – o lixão de Afogados da Ingazeira.
Enquanto homens e máquinas trabalham a todo vapor na duplicação da estrada o lixão – como um câncer sem cura – ousa em desafiar a paciência e a resiliência de quem reside nas suas imediações.
Podemos vê claramente o contraste da bela Afogados conforme foto abaixo, pois o lixão demonstrou mais uma vez que parece está além da capacidade de gestores e autoridades públicas de resolverem os problemas, pois enquanto lançava sua espessa nuvem de fumaça que dava para ser observada a vários quilômetros de distância, demonstrando quão grave é a situação.Enquanto uns se desfazem de seus resíduos e rejeitos de forma apenas a se livrarem deles nas suas residências e estabelecimentos comerciais e outros apenas coletam, transportam e descartam de maneira rudimentar e grosseira, outros suportam o ônus da omissão, da inércia e de toda a indiferença em meio ao sofrimento alheio.
De tanto falar sem que haja por quem de direito uma resposta efetiva, mesmo diante de comandos constitucionais e de leis ordinárias acerca do tema, venho mais uma vez bater a porta e conclamar não só as autoridades – sejam de qualquer dos poderes ou de órgãos com plenas condições de tomar a dianteira na fiscalização das leis, mas também de toda a população já que a responsabilidade de termos um maio ambiente equilibrado é todos, a fim de que possamos refletir acerca desta temática.
Podemos refletir um pouco no papel que cada um deve desempenhar na neste mister. Todos somos mestres em criticar e lamentar a falta de chuva. Mas será que estamos cuidando do meio ambiente como devemos?Mais do que nunca a lei da semeadura está vigendo, isto é, nunca foi abolida. Conforme escritos do Apóstolo Paulo à igreja da Galácia: Aquilo que o homem plantar, ceifará (Gálatas 6.7b).
Por outro lado há um provérbio chinês que diz: você pode escolher as sementes que vai semear, mas necessariamente vai colher o que plantou.
A Constituição Federal de 1988 nos diz: Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
O que poderíamos fazer então? Será que nós, enquanto sociedade, não poderíamos fazer nossa parte fazendo coleta seletiva em nossas casas?
Será que a Câmara Municipal não poderia trabalhar num projeto de lei que tornasse obrigatório o reuso de embalagens plásticas, bem como o descarte responsável de produtos com alto teor de toxidade e de metais pesados que tanto poluem nosso solo?
Será que o poder executivo não poderia tomar providências quanto a uma coleta mais responsável e humanizada bem como tomar providências para que os gases pesados não fossem lançados na atmosfera e, consequentemente, não chegar aos pulmões dos moradores do entorno do lixão?
Será que nem mesmo as pessoas que ali fazem o trabalho sem nenhum tipo de proteção não poderiam ser organizados em Associação de Catadores e com isto, terem melhores condições de trabalho já que fazem um trabalho tão importante, impedindo que ainda mais materiais sejam descartados de forma danosa no meio ambiente?
Poderíamos ir às padarias com bolsas de tecido para comprar nossos pães invés de levarmos mais e mais bolsas de plástico para nossas casas, bolsas estas que tanto poluem.
Será que o ministério Público que é responsável pela fiscalização dos direitos difusos (entre eles o direito a um meio ambiente saudável) poderia fazer alguma coisa?
Estas são perguntas que, infelizmente, só teremos como responder se começarmos a trabalhar a conscientização desde já.




Por Messias Alves

0 comentários: